Nome, telefone, endereço, documentos, dados financeiros e informações sobre preferências circulam por formulários, planilhas, sistemas e aplicativos de mensagem. Para cumprir a legislação e reduzir riscos, a empresa precisa saber por que coleta cada dado, quem acessa e por quanto tempo o mantém.
Comece pelo caminho percorrido pelos dados
A empresa precisa identificar quais informações recebe, de onde vêm, onde são armazenadas, com quem são compartilhadas e quando deixam de ser necessárias.
Esse mapeamento costuma revelar cadastros duplicados, acessos excessivos e arquivos mantidos sem finalidade definida.
Colete apenas o que possui finalidade
Pedir informações por hábito aumenta a responsabilidade sem necessariamente gerar benefício. Cada dado deve estar relacionado a uma finalidade legítima e a uma base legal adequada.
Também é preciso informar o titular de forma clara sobre o tratamento, sem depender de textos genéricos que não correspondem à atividade real.
Controle quem acessa e compartilha
Planilhas abertas, senhas compartilhadas e documentos enviados para contas pessoais ampliam o risco de uso indevido e vazamento.
Os acessos devem ser compatíveis com as funções. Fornecedores de sistemas, marketing, contabilidade e outros parceiros também precisam ser considerados nos contratos e nos procedimentos.
- perfis de acesso por função;
- senhas individuais e autenticação adequada;
- regras para envio e armazenamento de documentos;
- contratos com prestadores que tratam dados;
- procedimento para desligamento e revogação de acessos.
Defina prazos e descarte seguro
Guardar todo documento indefinidamente não é sinônimo de segurança. A empresa deve conciliar obrigações legais, defesa de direitos e necessidade operacional para estabelecer prazos de retenção.
Ao final, arquivos físicos e digitais precisam ser eliminados de forma segura, inclusive cópias em dispositivos e pastas compartilhadas.
Prepare uma resposta para incidentes e solicitações
A empresa precisa saber quem será acionado quando ocorrer perda, acesso indevido ou envio incorreto de informações. A demora e a desorganização podem aumentar o impacto.
Também devem existir canais e procedimentos para solicitações de titulares. Treinamento, revisão de contratos e atualização de rotinas tornam a proteção de dados parte da operação, e não apenas um documento no site.
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